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Impactos ambientais na Nova Zelândia

Notícia de 1 de fevereiro de 2008 do jornal “New Zealand News” traz informações não tão felizes quanto os anúncios turísticos daquele país, que atrai 2.4 milhões de viajantes por ano, segundo o próprio veículo.

Um relatório do governo kiwi, divulgado recentemente mostra que a terra dos esportes de aventura e radicais como o bungee-jump está causando sérios impactos ambientais em nome do crescimento de suas exportações de carne, frutas e outros produtos agrícolas.

Segundo informa o jornal, nada menos que a metade dos 268.112 kms quadrados que são a área total da NZ, estão destinados para o setor agrícola ou “viraram fazenda” nos últimos 10 anos, e o número de cabeças de gado aumentou em 24% no mesmo período.

“O efeito do uso intenso da terra gera um efeito em rede causando aumento do uso de nutrientes, fertilizantes e sedimento animal que estão poluindo córregos, rios e lagos”, disse o ministro do meio-ambiente, segundo consta na reportagem.

E eu que gostava tanto da terra dos kiwis mesmo sem nunca ter pisado por lá, país que tem belas cadeias de montanhas, como os Alpes Neo-zelandeses, e terra do primeiro homem a pisar no topo do Everest, Sir Edmund Hillary, deixou a desejar com essa…

Para ler mais, em inglês, clique aqui.
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Eleições Americanas e Aquecimento Global

Uma organização não-governamental norte-americana, a Stop Global Warming, divulgou nesta semana, penúltima de janeiro, um interessante número sobre as discussões e debates das próximas eleições no país do hambúrguer – os USA.

A instituição fez a seguinte contagem: número de entrevistas e debates com os candidatos na mídia = 170. Número de perguntas feitas para os mesmos = 2.938.

Número de questões sobre o Aquecimento Global: 4 !

Por aí dá para ter uma idéia do quanto os filhos do Tio Sam estão preocupados com as questões ambientais. A SGW ainda satiriza algumas questões colocadas por importantes apresentadores de TVs aos candidatos, como “Você prefere diamantes, ou pérolas?”, ou ainda questões sobre discos-voadores (!!!).

Se o futuro do planeta depender da nação-hambúrguer, estamos literalmente fritos! Mas vá lá, pode ser que estes números não sejam reais, vai ver é só alguma ONG esquerdista querendo aparecer, e vai ver o Bush está promovendo guerra a favor do meio-ambiente, e só nós é que não sabemos. Mas, para uma instituição que tem quase 1 milhão de pessoas participando, pode ser que seja verdade.

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Montanhas e bitucas

Não tem a ver com montanhas talvez, mas com o meio-ambiente sim, e elas existem graças ao meio-ambiente. Tem a ver com os milhares de fumantes que jogam diariamente bitucas de cigarros pelas ruas, rios, jardins, e quem nos garante que nas montanhas também não?

Chatisse contra os fumantes? Não nada contra, se quer se matar, escolheram uma maneira muito pouco eficiente para morrer. O cigarro leva anos para matar, deixa doente, leva para o hospital, gasta dinheiro público da Saúde que poderia ser usado para tratar quem realmente precisa. Mas tenho amigos fumantes, bons amigos, então, fume à vontade.

Os fabricantes de cigarros agradecem tanto lucro. Mas voltando às bitucas, as malditas bitucas. Suponhamos que apenas 1 milhão de pessoas fumem todos os dias só 2 cigarros. E que esse 1 milhão de pessoas faça o favor de jogar essas bitucas no chão, como sempre vemos nas ruas por aí e em todo lugar. Então, nesse único dia teremos 2 milhões de bitucas jogadas nas ruas. Bom, eu também vivo neste mesmo mundo que os jogadores de bitucas convictos e eu não jogo meus papéis higiênicos usados na rua, por exemplo. O que vocês achariam disso, colegas bituqueiros?

Aos números, 2 milhões de bitucas por dia, 14 milhões de bitucas por semana, 56 milhões de bitucas de cigarros jogadas por aí todo mês, para nosso prazer. E isso numa simples suposição de que apenas 1 milhão de fumantes estão fazendo isso diariamente numa grande cidade como a capital paulista, onde tentamos viver.

Obrigado por fumar pessoal. O meu único consolo e de tantos outros que gostam do ambiente coletivo, seja natural ou de concreto, e que temos o mínimo de educação de não jogar lixo por aí, é que vocês que fumam e jogam as bitucas pelo chão, infelizmente, não aguentam caminhar por 5 minutos pelas montanhas, pois vai faltar fôlego.
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Meio Ambiente: solução para o trânsito está no pedal

Para quem mora na capital paulista, não há novidade alguma em falar sobre o trãnsito caótico. Talvez não deveria ser novidade também que as bicicletas representam uma das melhores e mais baratas, e saudáveis, soluções para um problema tão grande que se traduz em quilômetros de veículos enfileirados nas ruas da cidade. Isso sem contar as emissões de gases de efeito estufa e óleo diesel, que aliás, tem sido noticiado pelos principais veículos nacionais de comunicação, como dos mais poluidores do mundo, devido suas altas taxas de enxofre na composição.

O grupo gestor da Agenda 21 da Região Macro Oeste da capital paulista promove nesta sexta-feira, dia 21, das 14h às 18h o seminário “Ciclovia no Butantã”. O encontro acontece no auditório do São Paulo Futebol Clube. A pauta do evento conta com a apresentação do projeto cicloviário do Butantã, além de exposição do projeto de Bogotá , na Colômbia, implementado com muito sucesso.

Na Europa, também foi recentemente implantado e amplamente noticiado por aqui, um sistema de uso de bicicletas públicas. O sucesso destes programas na Alemanha e na França ultrapassou todas as expectativas, com o cadastro de milhares e milhares de usuários de todas as idades. Nesta semana, capa de muitos jornais e sites, está a notícia dos chineses, cujo governo determina que no sábado, o “Dia Mundial Sem Carro” – 22 de setembro – todos os chineses deixem seus veículos na garagem.

Por aqui, o poder público resolveu, pela primeira vez, abraçar o Dia Mundial Sem Carro. Nos anos passados, quase ninguém ouviu falar desse dia, exceto vocês leitores do Wilo Montanhas. Essa “simpatia” pelas ações pró-ambientais é claramente política, o que não deixa de ser uma coisa boa.

Quando tenho disposição suficiente, vou para o trabalho de bicicleta. São 11km ida, e 11km volta, passando por vias extremamente carregadas pelo trânsito paulistano. Levo 35 a 30 minutos no trajeto de bicicleta, seja ida ou volta. Se for de carro, são 50 a 60 minutos no mesmo trajeto (com um adicional altíssimo de estresse) e 1h30 a 2h se for de ônibus (!!!) – pois os ônibus, assim como os carros, não saem do lugar no horário de pico.

Quer dizer, fica claro que além de não ficar nervoso e estressado ao volante, além de economizar combustível, além de não ajudar a poluir o ar já cinza de São Paulo, além de ter um carro a menos nas ruas, ainda ajudo meu corpo e minha saúde (apesar de ser obrigado a respirar o diesel com enxofre do nosso país). Então, não buzine. Pedale!
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Mercado de Carbono: o que é?

O portal da Bolsa de Mercadorias & Futuros tem um link interessante para quem quer saber ou entender mais sobre o mercado de Carbono. Uma página interessante é a de Perguntas Freqüentes sobre o tema.

Em meio a uma salada de siglas, o nagevante consegue entender melhor parte do funcionamento do sistema nascido no Protocolo de Kyoto, que foi firmado em 1997 integrando 59 países. O protocolo é parte da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima, cujo objetivo é reduzir as emissões de Gases de Efeito Estufa (GEEs) em nações industrializadas.

Como sempre alertamos, são estas mudanças climáticas que estão prejudicando, como nunca antes registrado, os ambientes de montanha, suas geleiras, e causando grandes derretimentos nas calotas polares norte e sul do planeta.

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Uma questão de jardinagem

No dia 6 de abril, enquanto muitos de nós estávamos a caminho da praia, ou apenas indo para casa descansar o merecido feriado da Paixão, a Organização das Nações Unidas (ONU) divulgou o segundo volume do Painel Intergovernamental sobre a Mudança Climática (IPCC – da sigla em inglês), sob o tema “Impactos, Adaptação e Vulnerabilidade”. Este relatório, divulgado em momento oportuno, durante a reunião do segundo grupo de trabalho formador da mesa “Mudança de Clima 2007”, da ONU, é resultado de seis anos de estudos e contribuições de milhares de estudiosos ao redor do mundo (2500 especialistas em artigos científicos, 800 autores, 450 líderes de 130 países) e está dividido em quatro volumes.

Passado o anúncio, hoje já estamos cansados de ver o assunto na mídia nacional e nos principais veículos de comunicação. O relatório completo está disponível no site do IPCC.

Na verdade este evento foi resultado de uma semana de trabalhos em andamento desde o dia 2 de abril. O próximo encontro, do grupo de trabalho 3, aconteceu em Bangkok, na Tailândia, entre 30 de abril e 4 de maio, culminando na 26a Sessão do Painel Intergovernamental sobre a Mudança Climática.

Mas existem outras notícias que você não vê, não ouve, não lê e continuará não sabendo, pois elas não rendem pontos de audiência, conseqüentemente, não geram milhões para os anunciantes durante o intervalo do jornal ou da novela. Uma destas notícias são as medidas simples que limpam nossas praias, realizadas pela Surfrider Foundation, uma entidade sem fins lucrativos internacional, com sede no Brasil (em SP e no RJ), com 20 anos de vida, criada por pessoas que resolveram arregaçar as mangas a favor das praias do planeta.

Oportunamente, aqui mesmo no nosso estado de São Paulo, o Governo também lançou um pacote para o meio ambiente, com 21 projetos estratégicos. Mas grandes medidas, grandes pacotes, grandes relatórios internacionais, apesar de extremamente importantes para a vida humana, o bem comum, a sociedade, sempre estão em algum lugar “distante”, seja apenas na mídia, na capa do jornal ou da revista, ou nas mãos de líderes mundiais e de governo. Mas nós continuamos nas ruas quentes, secas, poluídas, sozinhos dentro de nossos carros, ou dentro de ônibus lotados, respirando o ar que nos dizem ser “inadequado”.

O fato é que a “culpa” é nossa mesmo. De cada 10 carros, 7 estão com apenas 1 pessoa dentro (e não é preciso nenhum grande instituto de pesquisas para comprovar isto, basta olhar na rua). Assim não há lugar para ar limpo. Outro fato curioso: caminhando pelas ruas do bairro onde moro na capital paulista, passei em frente a uma escola de “alto padrão” cuja fachada acaba de ser reformada. A calçada foi completamente impermeabilizada com concreto. Me pergunto, depois de tanto ouvir dizer por aí que é importante manter o solo permeável para melhor absorver as águas das chuvas e assim evitar enchentes, como um estabelecimento de Ensino (!) toma tal atitude? Dias depois, uma forte chuva alagou garagens de prédios e matou um morador de rua que foi levado pelas águas, que não têm pra onde escoar, graças ao concreto generalizado da área urbana.

Acredito que falta visão do todo, mas falta também muita visão do local. A calçada da tal escola, além de cinza, sem graça, seca e quente, poderia ter um jardim, plantas, e assim ficaria mais bonita, agradável, e guardaria menos calor durante o dia.

Não é necessário nenhum relatório internacional para se chegar a tal conclusão. Algum trabalhador com conhecimentos de jardinagem saberia avaliar tal calçada com maior proposição.

Foto | Uirá Lopes
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Aquecimento da consciência

Uma pesquisa noticiada pela agência Reuters no dia 29 de janeiro passado, realizada pela ACNielsen (multinacional especializada em levantamento, elaboração e diagnósticos de informações de mercado, finanças, e dados afins) aponta que Brasil e China são os países mais conscientes quanto ao tema do aquecimento global. Ironicamente, mas não inesperadamente, os menos conscientes são os mais poluidores norte-americanos.

Pior que isso, além de alienados, os filhos do Tio Sam são também os menos preocupados segundo a pesquisa feita com 25 mil usuários da rede mundial de computadores (internet) em todo planeta.

É uma pena que um país que tenha lugares fundamentais para a escalada e o montanhismo mundial, como Yosemite, as Rocky Mountains e as cadeias geladas do Alaska e seu pico mais alto, o monte Denali (McKinley – foto) não esteja nem aí para o aquecimento global e o degelo das regiões de montanhas. Generalizar pode parecer preconceituoso, mas se torna recorrente quando, além de poluir, os EUA também são os maiores fabricantes e vendedores de armas do planeta e promotores freqüentes de guerras.

Nesta mesma data da publicação de tal pesquisa, encerrava-se o Fórum Econômico Mundial de Davos, e pela primeira vez o tema do aquecimento global teve destaque com 17 debates durante os cinco dias de evento. Isto é reflexo das preocupações dos líderes mundiais com o bolso: prejuízos ao meio ambiente causam prejuízos financeiros em larga escala.

Enquanto as discussões aquecem as consciências das pessoas ao redor do mundo, por aqui nas principais e maiores capitais brasileiras é visível a falta de interesse no âmbito individual. Nas ruas, 80% dos veículos de passeio estão ocupados por apenas 1 pessoa, enquanto poderiam ter até 5 passageiros, deixando outros 4 carros na garagem e poluindo menos, além de desafogar os já saturados sistemas de transportes das metrópoles. Se não agimos, cada um, para um mundo melhor, não podemos criticar nossos primos ricos do norte, pois ficar só na consciência e não na prática é pouco para a natureza.

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Derretimento

Como sempre alertamos, o problema do derretimento das calotas polares e geleiras de montanhas do planeta está comprovadamente em pauta na mídia. Em editorial do dia 6 de fevereiro de 2007, o jornal Valor alardeia “Um declínio previsível na condição da vida humana”.

Baseando-se no Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC – da ONU), mostra que o futuro pode ser não apenas depreciado, como também ressecado. Segundo o estudo, sob o cenário mais otimista, que considera a elevação de apenas 1 grau centígrado na temperatura global até 2100, o abastecimento de água será reduzido pelo derretimento das geleiras das montanhas.

Não é preciso ir muito longe nem fazer raciocínios complexos de associação: estamos falando de um editorial em um jornal cujo nome já remete aos “valores” mercadológicos, e que reflete um segmento detentor de capital e poder. Parece que está caindo a ficha, mas infelizmente ela está chegando muitos anos atrasada.

Enquanto grandes organizações mundiais, entidades, instituições, corporações de mídia, e governos das nações mais poderosas começam a finalmente reconhecer a gravidade da situação, temos o oposto da simplicidade daquelas comunidades que vivem próximas aos ambientes de montanha, seja através de esportes, estilo de vida ou moradia, já cansadas de saber e avisar que algo ia e continua muito errado com o ciclo natural das coisas.

Está mais claro que a própria neve: estações de esqui fechadas na Europa por falta de gelo, montanhas ficando “mais baixas” já que sua metragem considera as capas de gelo, que derretidas, desaparecem.

Basta ler as entrevistas aqui no Wilo que demonstram o que pessoas que freqüentam o ambiente de montanha enxergam há anos: o derretimento do gelo. No editorial do Valor, a frase final: “O pecado mortal, de agora em diante, será a indiferença”. Não diria de agora em diante, e sim, desde sempre.
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Meio Ambiente ou Moeda?

Em editorial do dia 30 de janeiro de 2007, o jornal Gazeta Mercantil traz um dado interessante: Segundo pesquisa do IBGE, entre 1997 e 2002, os investimentos das indústrias em controle ambiental no Brasil aumentou de R$ 2,2 bilhões para R$ 4,1 bilhões, ou seja, quase dobrou. O que podemos entender disso? Que além da já óbvia “moda” da responsabilidade ambiental vendida em anúncios de tv, há também uma real preocupação com o tema por boa parte do setor industrial, justamente aquele que seria visto como o principal vilão quando o assunto é meio ambiente. Outra dica: projetos e investimentos de proteção do meio ambiente também nascem dentro de empresas e não somente do terceiro setor, das Ongs ou entidades filantrópicas.

Falta talvez um intercâmbio maior, ou uma aproximação eficaz e efetiva entre os setores que, em teoria, seriam opostos ideologicamente (na prática muitas Ongs são vistas com maus olhos hoje graças ao trabalho sujo de poucas e a ajuda da imprensa em desqualificar anos de luta ambiental, tachando muitas organizações como corruptas).

Outro fator pode explicar o aumento dos investimentos: o controle ambiental e as medidas preventivas podem custar menos do que os custos para se consertar erros e tragédias ambientais, além das multas e sanções do poder público nestes casos, quando ocorrem.

Outra matéria em tom de denúncia, capa do Jornal do Brasil de 30/1/2007, atira para todo lado. Critica o governo brasileiro e sua inércia perante a “invasão” de organizações não governamentais extrangeiras em território nacional, e critica as mesmas por sua presença na floresta amazônica, promovendo a biopirataria.

O enfoque do jornal pecou por não trazer nada de positivo, seja de um lado como do outro. Não são todas as ONGs do Brasil ou do mundo que estão à serviço do capital ou que devam ser tachadas de “máfia verde”, assim como o governo brasileiro não é o único responsável pela não fiscalização.

Não é necessário ir muito longe para comprovar que há boas intenções. Onde moro, bairro de periferia (classe B, C e D) da maior capital brasileira, existe uma organização não governamental que recicla papel e dá emprego a alguns jovens da favela local. Trabalham, sentem-se úteis, ganham pouco porém honestamente, e ainda ajudam a tirar lixo das ruas e reciclam papel, economizando árvores. Isso é “máfia verde”? Isto é trabalho para um mundo melhor de verdade, simples e real.

E o poder legislativo e a reforma do judiciário que nunca sai? E os governos dos estados que compõem a região amazônica? E os governos dos municípios da floresta? E as indústrias farmacêuticas? Todos são co-responsáveis por estes problemas, e porque não, a mídia? Quantas páginas de quantos grandes jornais nacionais não valem ouro em anúncios de medicamentos destas mesmas empresas que pirateiam nosso patrimônio biológico? Uma mídia vendida não tem credibilidade para denunciar coisa alguma.

Infelizmente tudo isto nos leva de volta ao ponto de partida. Não há preocupação ambiental capitalista sob a ótica do bem comum e visando uma vida futura melhor. O ambientalismo capitalista quer apenas lucrar com a aparente responsabilidade ambiental. Pode até ajudar pontualmente, ou localmente, mas o resultado global é só mais estrago e prejuízo para a natureza.
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Corrupção x Meio Ambiente
Uma pesquisa bastante interessante da WWF – Brasil em parceria com um conhecido instituto de pesquisas aponta que a corrupção é o que mais atrapalha o crescimento do país, e não as questões ambientais, como muitos insistem em ressaltar. Bom, isto todo mundo já deveria saber, mas o fato é que a pesquisa, que acaba de completar um mês, mostra que a opinião do povo brasileiro é clara: a corrupção, os juros altos e os infindáveis impostos são os verdadeiros vilões do não crescimento, com 62% das respostas.

E o que tudo isto tem a ver com o montanhismo? Simples, a WWF-Brasil, através de seus programas de preservação e conservação ambientais, e pelo programa Água para a Vida, é uma entidade que colabora nestes temas diretamente ligados às montanhas, já que existem hoje, inúmeros outros estudos mostrando o degelo em todas as principais cadeias de montanhas do mundo, como nunca antes visto. E o que o degelo significa? Fim da água doce para todos. Sem as geleiras, não haverá “Água para a Vida”. clicando aqui você pode ler a matéria da WWF-Brasil sobre a pesquisa e também acessar a pesquisa na íntegra.
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Que mi gente se vaya a hacer Surf – educación de un empresario rebelde

Livro publicado pela Editora espanhola Desnivel. Clique para ler o primeiro capítulo do livro gratuitamente, em pdf.

Yvon Chouinard, escritor deste livro, não é apenas um simples empresário, é também o fundador e proprietário de um dos negócios mais inovadores do mundo, a Patagônia Inc., uma empresa que já nasceu socialmente responsável e nunca precisou vender tal conceito, hoje tão na moda.

“Sou empresário há quase 50 anos. Para mim é tão difícil dizer isto como para alguns admitir que são alcoólatras ou advogados. Eu nunca respeitei esta profissão. As empresas e os negócios são os principais responsáveis aos atentados contra a natureza, a destruição dos cultivos dos povos nativos, o expólio aos pobres para enriquecimento dos ricos e o envenenamento do planeta como consequência das emissões residuais das fábricas.

No entanto, os negócios e as empresas também podem produzir alimentos, curar enfermidades, controlar a demografia, criar emprego e no geral, enriquecer nossas vidas. E todas estas coisas boas, além de recolherem benefícios, podem ser feitas sem a necessidade de vender a alma ao diabo.” – Yvon Chouinard.

Nesta introdução já podemos ter uma idéia dos ideais que levaram o célebre montanhista e empresário Chouinard a criar, numa tarde de pesca com o amigo Henry Forks, a Fundação de Preservação Ambiental Empresarial – 1% para o Planeta.

Em tempos em que a “responsabilidade social” virou uma “etiqueta” de moda, onde bancos e grandes corporações que só visam o lucro divulgam campanhas milionárias e filmes “românticos” se auto-intitulando socialmente responsáveis, e nós pagamos estes anúncios através das taxas absurdas pagas mensalmente para a administração de nossas contas bancárias, vale perder alguns minutos de nossa atenção para conhecer melhor quais empresas realmente doam parte de seus lucros para um mundo melhor, ao invés de apenas usar uma maquiagem ecológica, ambiental, ou de responsabilidade social.
(foto: Uirá Lopes)

2 respostas em “natural

  1. Quanto ao primeiro, meio ambiente ou moeda, concordo com gênero, número e grau. A responsabilidade é mais ampla, não dá para se limitar ao governo federal. O mais pesado é a crítica à mídia, mas é verdade mesmo! Assista “Quanto vale ou é por quilo?” É meio parado, mistura com história, mas é um filme brasileiro sobre ONGs, como funcionam as corruptas, mas não dá para generalizar. É um terreno movediço.
    Já entrou na ABONG para ver?
    parabéns, está ótimo.

  2. Pingback: Impactos ambientais na Nova Zelândia « Wilo Montanhas

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