Muito bom este artigo escrito pelo Carlão, que é colunista do site 360, e que já deu entrevista aqui no Wilo Montanhas. Confira.

Segundo ele, nos anos 60 e 70 “era fácil fazer grandes progressos em segurança na escalada, pois havia muito a ser feito”, conta o montanhista que trabalhava em uma época em que o homem pisava na Lua, mas aqui na Terra os escaladores ainda usavam piquetas com cabos de madeira.
Nascido em dezembro de 1935, começou escalar aos 17 e foi um dos primeiros germânicos a escalar as três clássicas faces norte dos Alpes: Eiger, Matterhorn e Grandes Jorasses.

Mais uma má notícia para os montanhistas, desta vez sobre ameaça às geleiras argentinas. Para piorar, a ameaça não é apenas conseqüência de poluição ou aquecimento global, mas do governo daquele país. É o que diz esta matéria no Jornal da Ciência, da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC).

Em Barcelona (Espanha) existe um espaço muito interessante com a mesma proposta, no entanto lá a coisa andou e dentro de um túnel viário pouco utilizado por carros, os escaladores dominaram o espaço urbano e construíram um excelente local para treinar. Já em Florianópolis a coisa andou para trás, como ilustra esta interessante matéria publicada hoje no portal Alta Montanha. A iniciativa tem vários aspectos interessantes: uma utilização e uma intervenção saudável de espaços urbanos inúteis e pouco humanos; a possibilidade aberta a partir desta intervenção de se inserir pessoas que não tem onde morar a conhecerem algo novo; a possibilidade de inclusão social, caso moradores de rua queiram fazer o esporte ali mesmo e assim se sentirem melhor, porquê não?; a possibilidade de jovens de rua também se interessarem por um esporte ao invés de partir para drogas e crimes; e até mesmo um “embelezamento” de um grande espaço cinza, frio, sem graça, em um lugar com agarras de escalada coloridas, pessoas em movimento saudável.
Mas não, vamos cimentar a porra toda, tirar esses irresponsáveis escaladores daí, que podem acabar se machucando ou machucando alguém, vamos cercar tudo, impermeabilizar tudo, meter concreto em tudo. Daí depois se a natureza se vingar e derrubar meio mundo em barrancos e centenas de pessoas morrerem, a gente põe a culpa em alguém, ou reza para Deus. Como sempre digo, o que parece não ter nada a ver uma coisa com outra, tem tudo a ver. Não é um assunto isolado aqui, outro lá. É uma maneira de pensar que não muda ou não quer mudar. Você que joga sua bituca de cigarro no chão e acha que isso é normal, está ajudando as enchentes que matam pessoas por aí, afinal você não é tão burro e sabe que o lixo na rua é levado pela água e entope bueiros, esgotos, e faz os rios transbordarem e ficarem poluídos. Mas e daí? Não é problema seu certo? É tudo “balela” de ecologista…
A foto acima também é do portal Alta Montanha.

