Muitos vão dizer que é inveja por eu não ter grana para ir lá, que se a grana aparecesse seria o primeiro a pegar um avião e ir correndo subir as “ochomiles” com O2, sem O2, com sherpas me carregando nas costas, etc., etc…Fato é que abomino expedições comerciais para montanhas, sejam elas da altura que for, para altitudes de 3 a 8 mil, tanto faz. Por outro lado considero a profissão de guia de montanha nobre e importante.
Mas acredito que existe uma grande diferença, ainda bem, entre ser guia de montanha, e ser um “agenciador de clientes em altitude” que é o que acontece nas montanhas de oito mil. Sinceramente não vejo nenhum mérito em pagar 50 mil dólares para ser carregado até o topo e ainda usar oxigênio suplementar, colaborar com o impacto ambiental, quase morrer, tirar fotos com a bandeirinha dos patrocinadores (se chegar no topo), para depois voltar e ganhar mais alguns trocados com publicidade ou sair em alguma reportagem de alguma revista ilustrando o “sucesso”.
Mas, quanto mais eu falar, mais egos irei “magoar”…rs…mesmo porque minha opinião pouco importa. Clique aqui e leia mais sobre a opinião de montanhistas com experiência sobre o tema, em espanhol, no portal Desnivel.
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