Colo trecho do estudo a seguir: “A tributação é outro custo marcante e antiambientalista. A falta de incentivos governamentais à atividade de comércio de sucatas e reciclagem tem sido um obstáculo a um crescimento mais acentuado do setor. Na verdade desincentivos, que não são poucos na esfera tributária, a nível federal, estadual e mesmo municipal. Do ponto de vista Federal pode-se destacar o IPI dos plásticos reciclados (15%) versus o IPI da resina virgem (10%); um contra-senso, que talvez só possa se explicar pelos interesses cartelistas.”
Para quem não captou a mensagem, vamos deixar a coisa clara: o produtor de plástico – resina virgem – só paga 10% de imposto sobre produtos industrializados. Já o cara que tem todo o trabalho de recolher para reciclar o plástico que nós jogamos no lixo e que causa enorme estrago na natureza, paga 15% de imposto!!! Sensacional não? Quer dizer, o poder público está dizendo, “olha amigo produtor do plástico, fique tranquilo, você paga menos imposto mesmo que seu produto polua o mundo”, e para o outro lado diz, “você quer reciclar e ajudar a despoluir o ambiente?? Então pague mais imposto”.
Não tive tempo de procurar informações adicionais sobre o tema. Como o estudo é de 2002, pode ser que esta lógica tenha mudado, o que eu duvido fortemente.

Para quem ainda quer ler algo sobre o ocorrido no K2, traduzi um artigo de Fred Wilkinson, da Rock and Ice, que vale os 15 minutos de leitura. Em nossa página àvista.

O americano Dean Potter acaba de mandar mais um solo extremo, desta vez na parede norte do Eiger, Suíça. O cara solou Deep Blue Sea (5.12+ / VIII Sup). Potter solou a via em livre usando apenas as sapatas, magnésio e um pára-quedas de BASE de 5 pounds nas costas. Segundo a nota da Climbing ele fez uma travessia até a via a partir da aresta noroeste do Eiger e solou a formação final da parede, levemente negativa, onde está o crux de 5.12+.
Dean optou por não escalar a parte inicial da via por causa de rochas soltas e pela altura, que não proporcionava uma queda com tempo suficiente para abrir o BASE.
Pela sua estratégia, mais “segura”, ele teria 15 segundos de vôo a partir das enfiadas mais altas da via, garantindo tempo para abrir o pára-quedas, no caso de uma queda.
Leia em nossa página àvista o conto de Fitz Cahall – O Cordelete – em uma tradução livre…salut.
