Wilo Montanhas


mo pics…
31/05/2008, 12:25 pm
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Bem legais estas fotos da galeria ‘antigas’, do site da Femesp.



en la cueva…
30/05/2008, 7:24 pm
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Vídeo da Desnivel de um mano basco escalando um 8c/c+ na Cueva de Baltzola. Eu não gostaria nem um pouco de escalar com uma platéia daquelas, mas não posso falar nada, já que estou muito longe de mandar 8c/c+. Mas vale pelos ‘movs’ irados. Clique aqui pra ver.



sagarmatha
30/05/2008, 7:07 pm
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Em primeiro lugar parabéns “Bits”, pelo topo do mundo. Estamos bem de “professor” (rs). Enquanto isso a ‘grande mídia senso comum’, que não entende nada de montanha, não sabe nada de montanha, quando fala no assunto, vem com notícia ruim. Aproveite para desligar a tv e leia o que há de bom sobre montanhas: comece com “Mountaineering: the freedom of the hills” – infelizmente sem versão em português mesmo estando na quinta edição – da editora The Mountaineers, dos ‘estates’.

Você consegue encontrar cópias ou até algum original deste na maioria dos clubes de montanhismo e escalada mais próximos. Trata-se de um livro essencialmente técnico, então a leitura não é das mais tranquilas, porém, seu estudo é fundamental para qualquer aspirante, iniciante, ou experiente escalador. Para relaxar a cabeça mas sem parar de pensar nas montanhas, leia “Annapurna”, de Maurice Herzog. O livro foi lançado no ano de 1951, tem texto simples e envolvente, além de ser um clássico da literatura de aventura.

Herzog, o autor, é ninguém menos que o primeiro homem a pisar em um topo acima dos 8 mil metros, na montanha que dá nome ao título, e que é uma das 14 ‘ochomiles’. Além de detalhar com profundidade detalhes da expedição, em uma época que não existiam os equipamentos ultra modernos, em que as roupas eram de pele animal, nada de crampons, piolets que pesavam ‘uma tonelada’, e cordas de cânhamo ou sisal, a história traz interessantes aspectos psicológicos, através das percepções do autor e suas relações com outros membros da equipe, em um ambiente hostil.

Outro clássico imperdível é o “Conquistadores do Inútil”, do francês Lionel Terray, um escalador emblemático para o montanhismo e o alpinismo ‘de ouro’ do século passado. Terray foi responsável por boa parte da ‘modernização’ alpina, do conceito de escalar ‘light and fast’, um constante buscador de linhas estéticas, técnicas e comprometidas no melhor estilo ’sem volta’. Muitas vias abertas por Terray e seus contemporâneos parceiros são consideradas grandes clássicas até hoje, e igualmente difíceis. O livro é mais uma biografia do escalador, mas vale cada linha.

Para quem não quer ler, fique atento aos festivais de filmes de montanha. Existe o festival internacional de filmes de montanha, se bem me lembro o nome é Banff Film Mountain Festival, ou coisa parecida. O festival já incluiu o Brasil em sua turnê mundial, mas (felizmente e infelizmente) só passa pela cidade do RJ (mas poderia incluir sampa não?). Pelas locadoras dificilmente você vai achar coisa que presta, mas se achar o “Scream in Stone”, pegue. Filma um climb clássico no Cerro Torre, com direito a intrigas entre escaladores e tudo (coisa que o ridículo K2 hollywoodiano tentou fazer mas ficou mais parecido com ‘Piratas do Caribe’, ou seja qualquer porcaria exceto um filme de montanha).

Existe também a série “The Masters of Stone” I, II, III, e IV (ou já chegou no V?) e que pode ser encontrada, pelo menos em partes, na internet, mas com qualidade da imagem no mínimo duvidosa. E dos mais novos nunca achei nada decente. Os vídeos intitulados “Dosage” também são legais, mas meio “joviais” demais (muito boulder, pouca parede), mas não deixam de interessar. Obviamente e infelizmente para nós brazucas ainda só chega material norte-americano, e pouquíssimo europeu, porém certamente existem livros, filmes, revistas de países de todo o canto do mundo, difícil é encontrá-los. Os russos, por exemplo, têm forte tradição montanhista e são escaladores extremamente fortes em ambientes frios – em grande parte seu desempenho na área vem da época do comunismo, em que o regime incentivava expedições e equipes de montanha para mostrar, através dos sucessos verticais, o ‘poder do comunismo’.

Por outro lado, política à parte, o montanhismo russo, e de seus países vizinhos, não deixa de continuar forte, técnico e extremo. Assim como o brasileiro, o espanhol, o alemão, o italiano, o canadense, o neozelandês…