Wilo Montanhas


photos x words
30/04/2008, 4:41 pm
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Um fotógrafo famoso (e não lembro qual) já disse que “uma foto vale mais que mil palavras”. Está aí a capa da Rock and Ice, edição de fotografias, para confirmar. A Climbing também lança nesta mesma época sua edição especial de fotos. E vale conferir também a via nova aberta na região do Khumbu nepalês, de 2.000 metros, VI grau geral de parede, misto de gelo e rocha grau M7+, e até 85º de inclinação, que serviu de “aquecimento” para o projeto dos caras de mandar a sul do Annapurna.



everest: cade o espírito olímpico?
17/04/2008, 7:14 pm
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Clique aqui para acessar o portal Desnível e ler a última matéria com as “novidades” que o belo governo chinês acaba de impor na área. Parece que quanto mais o governo chinês mexe, mais fede…estão cuspindo para o alto, e vai cair na testa. Melhor para o Tibet, que só ganha força com as notícias e a atenção mundial cada vez maior sobre a questão.



vista aérea
15/04/2008, 9:17 pm
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Mais um domingo no pico da região sanbentista com os amigos e esposa. Como disse Bonatti, “No tiene ningún sentido escribir sino es para decir lo que uno quiere decir”.



Walter Bonatti
11/04/2008, 3:09 pm
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Imperdível esta matéria com Bonatti, no portal Desnivel. Para quem gosta de montanhismo de verdade, e nunca ouviu falar de Walter Bonatti, está aí a oportunidade. Boa leitura, em espanhol.



ana chata III
11/04/2008, 2:50 pm
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Reforçando a dica do leitor James no comentário do post anterior, vai aqui o link para o blog do Eliseu Frechou, que fez uma análise bastante completa do fato. Eliseu está em nossa página de Entrevistas. Confira. Boas escaladas a todos. Paz e sorte.



acidente na ana chata versão II
09/04/2008, 10:19 pm
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No post anterior fiz algumas observações, talvez algumas até infelizes, sobre o ocorrido no último domingo, dia 6 de abril, na Ana Chata, pico que fica ao lado da Pedra do Baú, interior de SP, reconhecido e tradicional local de escalada e atividades de montanha, que resultou na morte de uma mulher de 41 anos.

Segundo esta notícia (clique aqui) divulgada no portal da globo, a corda havia se rompido durante o rapel.

Pois bem, um amigo escalador, que frequenta a região há pelo menos dez anos, ao ver minhas observações aqui no Wilo Montanhas, ligou passando novos fatos:

1. A mulher era escaladora e não “praticante de rapel” conforme veiculado anteriormente por vários meios de comunicação.

2. A corda não se rompeu, nem rasgou sozinha por estar velha demais. Aparentemente, a corda foi cortada após o acidente, numa ação necessária durante os esforços de resgate do corpo da vítima, ou pode ainda ter sido cortada durante a queda, o que significa que não foi necessariamente a causa do acidente.

3. Outro colega escalador, de São José dos Campos, foi um dos primeiros a chegar no local do acidente, assim, estas informações têm maiores chances de serem confiáveis, do que as de notícias escritas por profissionais de imprensa que nada entendem do assunto.

4. A escaladora não participava de curso, como relatado, e sim estava escalando uma via bastante conhecida no local, a Peter Pan.

5. Segundo relatos de quem estava no local, havia outro casal, ou dupla de escaladores na mesma via no momento do acidente. Começou a chover, e a escaladora decidiu descer e abandonar a via na terceira enfiada. Para quem conhece a via, a quarta enfiada é relativamente exposta e a 5a parada está já bastante próxima da parada mais usada para rapelar do outro lado da rocha, também conhecida como “parada da corrente”. O que significa que a vítima já estava próxima desta parada e poderia ter tentado continuar até lá, para então tentar um rapel mais seguro. No entanto, parece que ela resolveu abandonar a via e fazer a descida de uma única chapeleta.

Agora existem algumas novas possibilidades, ainda sem respostas:

a) Ela começou rapelar de uma única chapeleta, com cordelete de abandono, e a chapeleta cedeu (pouco provável);

b) Ela rapelou de um cordelete de abandono, e segundo as testemunhas que estavam na mesma via, ela comentou algo como “este cordelete está meio estranho”, e imediatamente após isso, caiu, o que torna altas as chances de que o cordelete não resistiu e rompeu, causando a queda.

c) Uma terceira hipótese ainda pode ter fundamento no rapel em si, a escaladora pode não ter “meiado” a corda corretamente – deixando as pontas da corda para a descida com comprimentos desiguais – o que causaria igualmente uma queda (esta hipótese também é pouco provável, pois como comentado no post anterior pelo leitor Alex, ela era uma escaladora com certa experiência).

Por fim, ainda é cedo para julgar se foi falha humana, ou de equipamento, e ainda pode ter sido os dois. Só o tempo dirá. Gostaria de deixar claro aqui que abordar este assunto no site não é exploração de um tema para “audiência” e sim de informar e manter a questão da segurança sempre viva na mente de todos os frequentadores de locais de montanhas, que envolvem grandes riscos. Muitos sites mantém inclusive um banco de dados e relatos de acidentes e incidentes para os montanhistas e escaladores, para que todos se informem, e fiquem cientes dos perigos existentes e inerentes à atividade.

Pode parecer chatisse, mas sempre vejo no Baú, por exemplo, escaladores rapelando da parada da Normal, com duas cordas, até a base da mesma, naquele “famoso” rapel mais longo, ao invés de fazer a descida em duas etapas. Qual o problema? O problema é que todos descem ancorados no “olhal” dos “Ps”, que são partes soldadas no pino principal da peça, portanto, podem descolar! É verdade que existe uma terceira proteção fixa ali que serve de “backup”, mas quem garante que aguentaria um tranco, mesmo de uma pequena queda, em um vão livre de pelo menos 60 metros? Também é verdade que estes “Ps” estão lá há anos e nunca aconteceu nada, mas é justamente aí que mora o perigo…



linkando…
09/04/2008, 7:38 pm
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Tentei entrevistar Bito antes, mas o colega Filippo Croso, do Webventure, chegou primeiro…rs. Aí vai o link, para a entrevista com o mestre Bito Meyer, 40 anos de montanhismo nas costas.

Mudando de assunto, procurei infos sobre o acidente na Ana Chata, deste último domingo, dia 6, em que uma mulher de 41 anos morreu fazendo rapel. A corda se partiu e ela caiu cerca de 80 metros. Vendo as imagens da corda no portal G1 (da globo), fica claro que a corda estava muito velha e usada, sem condições para qualquer atividade de montanha. A pergunta que fica no ar é, onde ela conseguiu tal corda? E foi noticiado que ela estava em “curso”. Então quem era o responsável por um curso que usa uma corda em tais condições? Qualquer escalador (o que não é caso dos que praticam rapel) sabe que uma corda tem uma vida útil limitada que varia entre 3 e 6 anos, conforme a intensidade de seu uso. Em alguns casos, uma única utilização já pode tornar a corda inútil para rapel ou escalada, em casos extremos. Então, foi de se surpreender que alguém em sã consciência faria um rapel, a 80 metros de altura, com uma corda daquelas. E mais uma vez, é um acidente que atinge diretamente a comunidade de montanhistas, pois a maioria das pessoas não sabe distinguir entre os “praticantes de rapel” (se é que se pode chamar assim), e montanhistas. Enfim, a mensagem que fica é a que sempre repito, para um montanhismo seguro, é preciso estudar. Estudar os equipamentos, o ambiente, as técnicas, os perigos, os locais, o manuseio dos equipamentos, suas capacidades, os guias, os livros e os manuais.



Papel de parede, de paredes
03/04/2008, 10:04 am
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wallpaper_alpinist1.jpg

Já postei antes, mas vale repetir. A página com papéis de parede da Alpinist tem novas fotos, sensacionales. Clique aqui para acessar.