
Para quem lê em Inglês, e para quem ainda não conhece a excelente revista Alpinist, vale conferir esta matéria sobre escaladas na Torre Central do Paine. O autor traça um breve histórico desde a primeira ascensão da torre, e sua própria escalada da parede patagônica. Boas fotos e leitura muito interessante com boas dicas e detalhes de aproximação, burocracias do governo chileno para obtenção dos permissos de escalada e a diferença pelo lado argentino, entre outras curiosidades. Chris Bonington (veja nossa página entrevistas), faz parte da história da Torre Central do Paine, por ter participado da primeira ascensão. Não deixe de conferir.

A pedidos, um post sobre escalada esportiva em nossa página àvista, com divagações acerca do “jovem” 9º grau no mundo do nosso esporte predileto, e a novidade no Wilo Montanhas, a página passando mag, com algumas “viagens” e conversações sobre temas relacionados à escalada e o montanhismo. Nesta primeira semana, leia sobre montanhismo na terceira, ou na “melhor-idade”. Vá para a rocha, escale, caminhe nas montanhas, não deixe rastro, não destrua, não mate, não polua, pois você vai querer voltar.

Leia mais sobre a situação nos Alpes neste verão. São cerca de 30 mortes nas montanhas desde o dia 1º de julho, começo da temporada. Acesse em nossa página àvista.
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Esta entrevista com Filippo Croso aconteceu há alguns anos atrás, quando a Revista Headwall acabava de nascer, e se mostrava promissora como veículo de comunicação especializado em um tema fascinante que é o montanhismo. Filippo Croso respondeu a estas perguntas quando era o editor da HW. Pioneira no país no seu formato e qualidade, a revista lutou por sobrevivência durante 4 anos. Filippo escala há mais de 10 anos com vasta experiência em montanhas no Brasil e no exterior.
Feita praticamente “à mão”, por colaboradores, equipes reduzidas, orçamento apertado e muita vontade, a Headwall saiu de circulação por falta de recursos, o que não significa que não possa voltar ao mercado um dia (e tomara que sim). Talvez porque os escaladores não têm grana para comprar, talvez porque o mercado não soube enxergar um público-alvo que lhe interessasse para investir na revista, talvez porque ainda não fosse sua hora de entrar num mercado segmentado e exclusivo, e ainda engatinhando no Brasil. O que importa é que a Revista Headwall marcou seu tempo e espaço.
Não se trata apenas da vida e morte de uma publicação, mas de um segmento do mercado editorial, que desde a época desta entrevista, traz de volta um problema que sempre relembramos: há muito a ser explorado, mas falta visão deste potencial.
Quem está cego? Não sabemos dizer ao certo. O que sabemos é que na Europa e nos Eua existem centenas, talvez milhares de publicações no segmento de montanhismo, aventura, escalada, trilhas, camping, esportes ao ar livre, e tudo isso recheado de textos redigidos com profundidade, registros históricos, documentação fotográfica, etc.
Enquanto isso no Brasil, com raras exceções, as publicações que recebem altos investimentos de grandes anunciantes têm conteúdo fútil, vendido, pouco interessante e feito sem compromisso algum com o meio ambiente ou com aqueles que praticam as atividades que noticiam. É comum ver a escalada e o montanhismo tratados como atividades “radicais”, ou brincadeiras cheias de adrenalina. Pacotes de liberdade, como se fosse possível comprar tal coisa.
A Headwall foi muito além, seguindo linhas editoriais com textos profundos, como as consagradas revistas espanholas (Desnivel, Escalar), francesas (Montagnes), inglesas (High), e americanas (Climbing, Rock and Ice).
Hoje temos o sobrevivente Mountain Voices, um jornal independente que se mantém gratuito. Temos livros do Sérgio Beck, também independentes, vendidos em lojas especializadas e fora do circuito comercial, temos muitos sites e blogs (como este que vos escreve) pela internet, ainda bem! Mas repito, falta investir neste mercado editorial com mais paixão pelas montanhas e o meio ambiente, e menos fome de lucro.
Confira a entrevista clicando aqui.
Foto | Coleção Alê Silva
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O Wilo Montanhas entrevistou o escalador e montanhista Alê Silva. Para quem não conhece, ele é o proprietário de uma das academias mais conhecidas e bem equipadas do Estado de São Paulo, a Casa de Pedra. O projeto Casa de Pedra nasceu nos anos 90 e a primeira unidade da academia surgiu a partir de 1997 na zona sul de São Paulo. Criador de vias importantes para o crescimento da escalada esportiva no estado e para o país, apaixonado pela escalada e pelas montanhas, Alê Silva concedeu seu tempo, dividido entre tocar um negócio, escalar, andar de moto (sua outra paixão além da família e das montanhas) e cuidar de duas academias na maior cidade do país, para conversar conosco. Boa leitura.
Foto | www.alesilva.com.br
